Lançamos o desafio: uma interação entre os eleitores e a nossa nova bancada federal! Os parlamentares foram questionados sobre um tema polêmico: um possível retorno da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira, extinta no final de 2007) e os eleitores foram estimulados a fazer o mesmo, ou seja, exercitar a democracia, sabendo como pensam os representantes eleitos por nós para o congresso nacional. As respostas estão demorando a chegar, sinal de que está havendo pouca pressão popular (ou alguns de nossos políticos não querem opinar sobre o tema ou não se sentem obrigados a responder o contato dos eleitores). É importantíssimo saber como pensam e agem os nossos representantes. Exija seu direito e faça também a sua parte!
Postaremos abaixo (em formato PDF) as respostas exatamente na ordem que chegarem a nós, sem que elas representem a opinião da Transparência Capixaba. Também não há vínculos pessoais entre a ONG e os políticos e qualquer cidadão pode deixar comentários ao final deste post. O respeito à opinião não representa necessariamente a concordância à ela e todos são livres para se expressar, desde que mantenham o bom nível do diálogo.
- 21/11/2010 – Resposta do Deputado Federal eleito César Colnago (PSDB)
- 03/12/2010 – Resposta da Deputada Federal reeleita Sueli Vidigal (PDT)
Escrito por tcjovemes 
Quanto você paga de imposto em cada produto que compra? Não é apenas quem ganha acima da faixa do Imposto de Renda que paga tributos no Brasil. Cada mercadoria ou serviço público no país possui tributos ou taxas embutidos no preço e esse dinheiro arrecadado deveria retornar para a população como contrapartidas na saúde, educação, segurança, transporte, etc. Conscientizar a população quanto a essas questões é a intenção do Feirão do Imposto, promovido pela Federação Capixaba de Jovens Empreendedores (FECAJE) em parceria com as entidades que a compõem, dentre elas a Transparência Capixaba Jovem. Em vitória, o Feirão aconteceu no dia 25/09 em Jardim da Penha numa praça pública de grande movimento. Todos que passavam se espantavam com a alta carga tributária de produtos de primeira necessidade, como gêneros alimentícios nos quais o imposto chega a 40% da composição de preços, como é o caso do macarrão. Cigarro e cachaça são tributados em 81 e 83% respectivamente e o fato de serem produtos que conduzem ao vício e à insalubridade, não podem omitir outra discussão interessante proposta pelo evento: para onde vão esses recursos? O desperdício e a corrupção consomem grande parte da arrecadação e isso é temerário. Estudos demonstram que cerca de R$ 72 bilhões são desviados no Brasil pelos corruptos. Regulamentar o imposto aparente (Art. 150, § 50 da constituição) para que os preços dos produtos expostos nas prateleiras contenham a carga tributária deve se aliar ao acompanhamento permanente dos gastos públicos pela sociedade. Esse é o caminho para que nosso dinheiro seja bem aplicado, haja a efetiva redução na carga tributária e a população receba a efetiva parcela que lhe é devida pelos governantes.
